PRINCIPEZINHO

1 de dezembro de 2007

 

 

“Numa altura em que o sonho se afasta cada vez mais do quotidiano de cada um, Filipe La Féria quer apelar à imaginação das crianças, para que o jovem público de hoje possa, em anos vindouros, ensinar aos seus filhos os mesmos ideais e valores, para que as futuras gerações vivam num planeta mais solidário, mais sensível e mais feliz.” (autor desconhecido).


E foi com este intuito e esta convicção que a SEMENTE – Associação de Voluntários LIPOR organizou mais uma ação, com o intuito de levar ao teatro, à peça “O Principezinho”, um grupo de 30 crianças acolhidas em 2 Instituições, a Casa do Regaço (Póvoa de Varzim) e a Casa da Criança (Vila do Conde).


Os 6 Voluntários SEMENTE, que participaram na iniciativa, lançaram-se à estrada e acompanharam a viagem das 30 crianças. A viagem foi divertida, com as crianças a tentarem saber mais sobre os Voluntários. “Como te chamas?”, “Tu estudas?”, “O que fazes?”, eram as perguntas que mais se ouviam.


Chegados ao Teatro Rivoli, no Porto, onde nos esperavam os filhos dos Colaboradores da LIPOR, apressamo-nos a entrar para a sala do espetáculo, pois ninguém queria perder nenhum pormenor desta maravilhosa história.


Depois de devidamente acomodados, eis que se houve uma voz a anunciar o início do espetáculo. A sala permaneceu em silêncio, silêncio esse apenas quebrado pelo barulho de um avião … Começava assim o espetáculo!


A peça fala-nos de um pequeno príncipe que vivia sozinho num planeta. Nesse planeta também havia uma flor, uma flor muito vaidosa. Foi a vaidade da flor que entristeceu o Principezinho e o levou a iniciar uma viagem que o conduziu até à Terra. Aí, o Principezinho encontrou diversas personagens que o fizeram perceber o que é que realmente é importante na VIDA .

   
A história absorveu por completo a atenção de todos os presentes, que com grande satisfação e entusiasmo manifestaram a admiração pelos atores, ao aplaudirem entusiasticamente todos os intervenientes.

     
No final do espetáculo havia uma surpresa reservada às crianças – o lanche. Os nossos príncipes e princesas, adornados com coroas, azuis para os meninos e cor de rosa para as meninas, feitas especialmente para esta ocasião pelos voluntários da SEMENTE, foram presenteados com um lanche surpresa, mas a vontade expressa de rever e tocar as personagens era enorme, principalmente a figura principal, o Principezinho.

     
Quando já todos pensavam que a festa estava a terminar, conseguiu-se realizar o último desejo destas crianças, pois o Principezinho e a Raposa vieram ao encontro do grupo. A alegria foi tal que, num abrir e fechar de olhos, as personagens ficaram rodeadas pelos nossos príncipes e princesas. Os sorrisos eram enormes, a excitação também. Todos queriam tocar no Principezinho, o que nos fez perceber a meiguice do personagem, tanto em cima do palco, como fora dele.


Na viagem de regresso a casa a opinião era unânime – todos haviam adorado ver o espetáculo.
Mas o mais enriquecedor desta ação estava para vir. Chegados a uma das Instituições que acompanhamos, fomos convidados a conheceras instalações.   

 
Rapidamente fomos abordados não só pelos que nos haviam acompanhado ao teatro, mas também pelos mais pequeninos. Nesse momento sentimo-nos como verdadeiros “Principezinhos” e, facilmente, percebemos a magnitude que este projeto de voluntariado tem. A animação e a alegria era total, de tal forma que nos fez esquecer, às crianças e adultos, os momentos menos bons por que alguns já passaram.


A alegria que demonstravam fazia perceber que aquele espaço era um verdadeiro lar, o lar daquelas crianças…


A curiosidade dos Voluntários era enorme para perceberem como tudo funcionava. A vontade de ficar a brincar com todas aquelas crianças era enorme, mas o tempo tinha avançado tão rápido e já era tempo de regressar… Ficou a vontade de voltar.


Obrigado a todos que contribuíram com o seu empenho para este dia maravilhoso.


“No regresso a casa percebi que algo de grande se tinha passado na minha vida após aquela experiência. Sentia-me mais “rico”, mais “realizado”. E foi assim que, nessa noite, adormeci, não deitado na areia, como dizia a história, mas nas nuvens, feliz por ter participado nesta ação.” (Voluntário Luís Rodrigues). 

 

 

 

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