OVO DA PÁSCOA

31 de março de 2007

 

 

O grande objetivo desta atividade foi proporcionar a um grupo de 50 idosos a comemoração da Páscoa de uma forma diferente. Assim, foram selecionados quatro lares e centros de dia da área de intervenção da LIPOR, o Lar Evangélico Português (Maia), o Centro Social e Paroquial de Águas Santas (Maia), o Centro Social e Paroquial de Rio Tinto (Gondomar) e, por fim, mas não menos importante, o Centro Social e Paroquial de Baguim do Monte (Gondomar) para usufruir desta festa, que logo se adivinhou muito animada.

 

A manhã do dia 31 de março de 2007 não podia ter começado de melhor forma pois, o dia que ameaçava ser chuvoso e cinzento, depressa se demonstrou solarengo o que fez antever um dia de extrema animação e carregado de muitas surpresas.

 

A receção ao grupo de convidados esteve a cargo dos Voluntários que desenvolveram uma dinâmica de acolhimento bastante original que teve lugar na Horta da Formiga – Centro de Compostagem Caseira da LIPOR.

 

Finda esta primeira parte deu-se início à visita ao circuito da compostagem caseira que permitiu estimular a memória de uns e despertar os sentidos de outros, além de possibilitar a prática de algum exercício físico. Foram revividos tempos passados, o que provocou alguma nostalgia mas, sobretudo, uma grande felicidade, como se comprovou por alguns comentários que se iam ouvindo: “Isto aqui é uma delícia”, sussurrava uma participante de 84 anos; “Olha, rosas!”, exclamava o Sr. Fernando que dissertou um lindo poema sobre rosas e crianças; “Também tinha um espaço no quintal onde punha os restos de comida, do quintal e dos animais”, dizia outro.

 

Os ex-líbris da visita foram as plantas aromáticas, uma vez que os participantes tinham que lhes tocar para poderem sentir o aroma das mesmas e assim, identificar cada uma delas. A salsa e o alecrim foram as que menores dúvidas suscitaram, sendo a santolina a que fomentou maiores incertezas, já que os fazia lembrar o cheiro do bálsamo.

 

Posteriormente, os nossos convidados foram encaminhados para a zona do Bar da Central da Valorização Orgânica onde foram surpreendidos por um lanche tradicional e pelos cantares do Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, o que os levou ao rubro. A grande maioria dos convidados dançou e demonstrou toda a alegria que sentiu, o que contagiou todos os presentes.

 

A despedida foi marcada pela distribuição de amêndoas e pão de ló a todos os convidados e de uma mensagem de Edmund Burk “Ninguém comete maior erro do que aquele que não faz nada só porque pode fazer pouco” que ficou, para sempre, na mente de todos os participantes.

 

Esta foi, sem dúvida, uma ação que será para sempre guardada na memória de todos os que nela participaram pois, os abraços, os beijos e as lágrimas finais marcaram os “corações” de todos os presentes que, continuam sempre, disponíveis para contactar com os mais desfavorecidos.

 

 

 

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